
Ontem de manhã fui à praia. Pela primeira vez levei o ZEN e os Sennheiser.
Como estava um número excepcionalmente grande de pessoas na praia (pulas e pretos), pus-me a andar.
Quando o número excepcionalmente grande de pessoas se transformou num número ordinário de pontinhos pretos, o shuffle fez-me uma surpresa: escolheu o Oceano di Silenzio do Franco Battiato. Quatro minutos e vinte e cinco de 'capolavoro'. Depois tentei prolongar o momento ZEN (trllllmm psh!) mais um bocadinho, via rewind, mas já não foi a mesma coisa. Acho que é por isso que os concertos são melhores que os discos: são irreversíveis. Se calhar o problema é meu, é não ter aprendido ainda a capitalizar os quatro minutos e vinte e cinco...
A música perfeita para quem está numa praia virtualmente deserta, exposto aos reis, aos príncipes aos duques e aos condes da selva, que por acaso não se lembraram de aparecer. Eu gosto. E o Papa João Paulo II também gostou:
Un Oceano di Silenzio scorre lento
senza centro né principio
cosa avrei visto del mondo
senza questa luce che illumina
i miei pensieri neri.
(Der Schmerz, der Stillstand des Lebens
Lassen die Zeit zu lang erscheinen)
Quanta pace trova l'anima dentro
scorre lento il tempo di altre leggi
di un'altra dimensione
e scendo dentro un Oceano di Silenzio
sempre in calma.
(Und mir scheint fast
Dass eine dunkle Erinnerung mir sagt
Ich hatte in fernen Zeiten
Dort oben oder in Wasser gelebt)
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