segunda-feira, 8 de março de 2010


Ontem de manhã fui à praia. Pela primeira vez levei o ZEN e os Sennheiser.
Como estava um número excepcionalmente grande de pessoas na praia (pulas e pretos), pus-me a andar.
Quando o número excepcionalmente grande de pessoas se transformou num número ordinário de pontinhos pretos, o shuffle fez-me uma surpresa: escolheu o Oceano di Silenzio do Franco Battiato. Quatro minutos e vinte e cinco de 'capolavoro'. Depois tentei prolongar o momento ZEN (trllllmm psh!) mais um bocadinho, via rewind, mas já não foi a mesma coisa. Acho que é por isso que os concertos são melhores que os discos: são irreversíveis. Se calhar o problema é meu, é não ter aprendido ainda a capitalizar os quatro minutos e vinte e cinco...

A música perfeita para quem está numa praia virtualmente deserta, exposto aos reis, aos príncipes aos duques e aos condes da selva, que por acaso não se lembraram de aparecer. Eu gosto. E o Papa João Paulo II também gostou:



Un Oceano di Silenzio scorre lento

senza centro né principio

cosa avrei visto del mondo

senza questa luce che illumina

i miei pensieri neri.

(Der Schmerz, der Stillstand des Lebens

Lassen die Zeit zu lang erscheinen)

Quanta pace trova l'anima dentro

scorre lento il tempo di altre leggi

di un'altra dimensione

e scendo dentro un Oceano di Silenzio

sempre in calma.

(Und mir scheint fast

Dass eine dunkle Erinnerung mir sagt

Ich hatte in fernen Zeiten

Dort oben oder in Wasser gelebt)

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